Fogueira das vaidades
Vendaval de descontroladas sensações
Porque o amor, moço, é ladeira sem freio
E se perder nos desejos pode ser, mesmo, se encontrar na vida
Não espere a vida passar, os dias correrem e o corpo cansar para perceber
o quanto os instantes são preciosos e, facilmente perdidos na ilusão de uma dor
Porque orgulhoso mesmo é aquele que pode olhar para trás e sorrir e, mais que isso,
olhar para frente e sonhar
Porque o amor, moço, afaga enquanto espreme, corta enquanto cura, rasga enquanto
costura
Amor é via de mão dupla... Muitas vezes, se dar é receber...
Se importar é merecer...
Ceder é apertar os laços...
Então vem cá, moço... E me envolve em seu abraço...
Porque se o amor já é assim, tão difícil quando juntos,
imagina separados...
Sem seu braço a me enlaçar...
Sem seu corpo a me caçar...
Ah, moço... Desce a ladeira sem freios comigo, vai...
Danielle Sgorlon
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Transbordando
Porque,
às vezes, não percebemos o óbvio
Danielle Sgorlon
Porque
nos falta uma visão clara e fria
Daquilo
que nos deveria entrar pelos olhos e inebriar a alma
Como
tempestade em dia sombrio
Que
dá medo e assombro
Que
faz esperar pelo Sol
Como
tentar conter com as mãos a água que teima em transbordar pela pia
Sem
sucesso, com aquela falsa impressão de que estamos fazendo o que podemos
Quando
apenas bastaria fechar a torneira aberta ou o registro
Mas
estamos cegos, atormentados pelas ideias loucas
Aquelas
que nos deixam mudos
Perdidos
em nós mesmos e congelam nossas ações por segundos, talvez horas
Porque,
às vezes, bastaria uma palavra para cicatrizar a ferida aberta
Aquela
que se abriu ao sabor de outras palavras
Que,
ditas ou não ditas, ficaram na imensidão da vida
Que
enlouquecem pensamentos e nos fazem ter medo de acordar
Que
atormentam os sonhos e nos fazem ter medo de dormir
Mas
que calam sentimentos completos e contraditórios
Como
letra e música
Como
verso e canção
Como
avesso e direito de um mesmo corpo
Como
água e lodo
Como
ódio e paixão
As
contradições dos sentimentos loucos
Insanos
e fortes
Razão
e silêncio que calam em nós
Porque,
às vezes, nenhuma palavra consegue descrever a verdadeira essência do que é
sentido
E
nenhuma explicação seria suficiente para preencher o vazio deixado pela
ausência das palavras
Então,
nada nos resta a não ser calar
E
deixar que o silêncio faça sua parte
Acalmando
a alma
Aplacando
o coração em chamas
Fechando
portas e janelas abertas a esmo
Esperando
pelo Sol que brilhará depois da tempestade negra.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Tempestade da alma
Em mim, o dia em revolta tempestade
Silêncio e som em constante batalha
Razão e loucura a arder na alma errante
Como caleidoscópio sem fim de sensações
As mais simples e as mais rebuscadas emoções
Em vendaval, se aglomeram e se atropelam... Em mim
Como se meu corpo fosse campo de batalhas
E minha alma, terreno glorioso
Para a feroz e inglória luta de minhas emoções à flor da
pele
Lágrimas de impotente entrega
De mim mesma como troféu abatido
Prêmio para as interjeições raivosas
Que em mim, insistem em tempestuar
Movem-se como em dança ensaiada
Cada passo como perfeito e doloroso tormento
Com perfumes, sabores, segredos
Doce insanidade de meus medos
De meus desejos
De meus anseios
Em mim.
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